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Se você tem um Lancer, já deve ter ouvido falar do pesadelo que é a mistura da água do motor com o fluido do câmbio CVT. Mas por que isso acontece e qual é a solução definitiva? O que acontece? O sistema original de resfriamento do CVT utiliza uma peça chamada trocador de calor. A função dele é usar o líquido de arrefecimento (água + aditivo) do motor para ajudar a controlar a temperatura do óleo do câmbio. O problema é que, com o passar dos anos e o desgaste natural da peça (muitas vezes acelerado por falhas na proporção do aditivo), a parede interna em formato de colmeia que separa os dois fluidos pode sofrer corrosão e furar. Quando isso acontece, a água invade o câmbio. O óleo perde totalmente sua propriedade de lubrificação, ganha um aspecto de "doce de leite" e o estrago interno na transmissão é imenso. Uma característica que exige atenção Sem apontar dedos, podemos dizer que essa é uma característica sensível do modelo a longo prazo. A engenharia pensou na eficiência térmica da época, mas, na prática, a dependência rigorosa de um sistema de arrefecimento sempre impecável tornou essa peça o "calcanhar de Aquiles" do carro. Como resolver? (O Isolamento) A solução mais adotada e segura para eliminar esse risco pela raiz é o isolamento do trocador de calor original. O processo consiste em: 1. Isolar (tampar/fazer um bypass) as mangueiras de água do motor que iriam para o trocador original, mantendo o circuito de arrefecimento do motor fechado e independente. 2. Instalar um radiador de óleo externo dedicado exclusivamente ao câmbio na parte frontal do carro. 3. Ligar as linhas de fluido do CVT diretamente nesse novo radiador. O resultado? O óleo do câmbio passa a ser resfriado pelo ar (e não mais pela água do motor). Como a água e o óleo do câmbio passam a trabalhar em sistemas 100% independentes e sem contato físico na mesma peça, a chance de contaminação cruzada passa a ser zero. Câmbio frio e dor de cabeça resolvida!